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Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros (SRS) tenta conter as leishmanioses

20/09/2017

Com o objetivo de orientar os agentes de controle de endemias sobre o manejo ambiental e a implementação de ações de educação em saúde para o controle das leishmanioses visceral e tegumentar, a Regional de Saúde de Montes Claros iniciou nesta terça-feira (19/09), em Montes Claros, a realização de encontro de capacitação de referências técnicas de 11 municípios.

Até a próxima sexta-feira (22/09), no auditório da Escola Técnica de Saúde da Unimontes, equipe do Núcleo de Vigilância Epidemiológica, Ambiental e de Saúde do Trabalhador da Regional de Saúde de Montes Claros vão orientar representantes das secretarias de saúde de municípios da microrregião de Montes Claros e Bocaiúva sobre as ações que devem ser implementadas para conter o avanço da doença.

Na área de abrangência da Regional de Saúde, o trabalho de capacitação envolve 53 municípios. Desde agosto já foram realizados encontros de capacitação nas regiões de saúde de Francisco Sá, Janaúba/Monte Azul e de Salinas/Taiobeiras. Já entre os dias 26 e 29 deste mês será realizado encontro de capacitação no município de Jequitaí, envolvendo técnicos dos municípios que integram a região de saúde de Coração de Jesus.

A coordenadora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica, Ambiental e de Saúde do Trabalhador da Regional de Saúde de Montes Claros, Josianne Dias Gusmão destaca a importância da atualização do repasse de informações aos agentes de controle de endemias sobre as ações de prevenção contra as leishmanioses, levando-se em conta que o manejo ambiental e as ações de educação em saúde se constituem as formas mais eficazes para o combate à proliferação do mosquito flebótomo que é o transmissor da doença.

“O fundamental é orientar a população no sentido de evitar os locais onde o mosquito transmissor da doença tradicionalmente habita”, alerta Josianne Gusmão.

O QUE É?

A transmissão da doença ocorre pela picada de insetos vetores, os flebotomíneos, conhecidos como “mosquito palha” ou “cangalhinha”. O mosquito se contamina com o sangue de pessoas ou animais doentes e transmite o parasita a pessoas e animais sadios.

No caso da leishmaniose visceral, conhecida como calazar, os sintomas são os seguintes: febre de longa duração; aumento do fígado e baço, além da perda de peso acentuada. Já a leishmaniose tegumentar tem como principal sintoma o aparecimento de úlceras na pele e mucosas.

Para evitar a proliferação da leishmaniose, além do combate aos mosquitos por parte dos serviços de saúde, a população pode contribuir da seguinte forma: manutenção da casa limpa e o quintal livre de criadouros de insetos; uso de repelentes de insetos nos ambientes que favorecem o desenvolvimento de mosquitos; cuidar da saúde dos cães e providenciar a instalação de mosquiteiros ao redor das camas e telas nas portas e janelas.

TRATAMENTO

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece diagnóstico e tratamento gratuitos para a população contra os dois tipos da doença: tegumentar e visceral. Aos primeiros sintomas, o paciente deve procurar a unidade básica de saúde mais próxima para avaliação médica. Confirmado o diagnóstico, o tratamento é feito com uso de medicamentos específicos e eficazes.

No caso da leishmaniose tegumentar, que é caracterizada por úlceras na pele e mucosas, a medicação usada no Brasil é o antimoniato de meglumina. Desde 2014 o Ministério da Saúde adota o tratamento intralesional, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI). Ele consiste na aplicação de injeções do medicamento, em menores doses, de forma subcutânea, diretamente nas feridas.

Segundo o pesquisador e chefe do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses (LaPClinVigiLeish) do INI, Armando Schubach, essa forma de se administrar a medicação trouxe benefícios ao tratamento.

“Ao analisarmos a notificação de óbitos por leishmaniose, percebemos que mais de uma centena de pessoas perdem a vida por uma doença que não mata. Ou seja, provavelmente o tipo de tratamento está envolvido. Por isso, resolvemos priorizar um tratamento menos tóxico e menos agressivo, sempre resguardando a segurança do paciente e, após mais de 30 anos de estudo, percebemos que estamos no caminho certo”, diz.

Para o tratamento da leishmaniose visceral (LV), que causa febre e atinge áreas como o fígado e o baço, são utilizados três fármacos, a depender da indicação médica: o antimoniato de N-metil glucamina, a anfotericina B lipossomal e o desoxicolato de anfotericina B.

Os medicamentos utilizados atualmente para tratar a LV não eliminam por completo o parasita nas pessoas e nos cães. Por esse motivo, o tratamento da leishmaniose visceral canina (LVC) traz riscos para a saúde pública por contribuir com a disseminação da doença. Os cães não são curados parasitologicamente, permanecendo como reservatórios do parasita, além de haver o risco de desenvolvimento e disseminação de cepas de parasitas resistentes às poucas medicações disponíveis para o tratamento da leishmaniose visceral humana.

Segundo o Ministério da Saúde no Brasil o homem não tem importância como reservatório da doença, ao contrário dos cães. Dessa forma, nos cães o tratamento pode até resultar no desaparecimento dos sinais clínicos, porém esses animais ainda continuarão como fontes de infecção para o vetor e, portanto, um risco para saúde da população humana e canina.

Fonte: SES – Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais



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