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Ong atua na prevenção e no controle de animais soltos

22/09/2016

O amor é desde sempre. É assim que Tatiane Teberges define o sentimento que guarda pelos animais. A professora de português e dona de uma ong, conhecida como Apelo Canino em Montes Claros, se divide em várias tarefas como a de dona de casa, onde cuida de mais três cadelas: Fanny (13 anos), Didi (8 anos) e Lola (3 anos).

Sempre tentei conciliar tudo. É maravilhoso ver que meus alunos já atuam na causa animal, mesmo que em pequenos gestos, mas são apenas sementinhas que ainda vão produzir muito. Cuidar de um abrigo de cães não é fácil. A maioria pensa que é simplesmente colocar um cão dentro de um lugar e pronto. O trabalho exige paciência e muito amor.

A proteção em favor dos animais vem desde a infância, segundo Tatiane.

Não sei calcular esse tempo, pois sempre tive cães e outros animais também. Nunca tive cães de “raça”, nunca comprei um animal, sempre fui presenteada. Antigamente, mesmo sem ter noção do que se tratava a proteção animal, já seguia esse caminho: alimentava os cães de rua, fazia carinho, mesmo com todo mundo desprezando esse ato, me preocupava com o que via – conta.

15 ANOS
Por mais de 15 anos ela se dedica à proteção aos animais. Neste período foram várias historias e uma delas ocorreu há 11 anos, quando voltava da universidade a pé até a sua casa. “No caminho, uma cadelinha filhote me seguiu. Ao chegar à minha casa, minha mãe não quis deixar que ela entrasse, porque estava cheia de feridas e tinha medo de tudo. Resultado: ela ficou anos na minha casa.”

O pai de Tatiane até hoje se lembra do fato e diz que foi a melhor cadela que já teve em casa. “Depois dela, inúmeros animais já apareceram na minha vida. Brinco dizendo que não posso sair de casa; o coração atua mais forte que a razão – diz.”

ABRIGO
Hoje o abrigo conta com cerca de 50 cães, mas existem outros que são amparados de outras formas.

Por falta de condições, tem sido difícil fazer esses resgates. Além de não ter mais lugar para colocar os animais, pois o abrigo está lotado. O último resgate que fiz, gastei do meu bolso, até agora, com os tratamentos iniciais, cerca de 700 reais – frisa.

VACINAÇÃO
Na última semana, foi realizada em Montes Claros a vacinação de cães e gatos contra raiva. Cães e gatos acima de 3 meses receberam a vacina que não tem contraindicação e evita o alastramento da raiva.

De acordo com Centro de Controle de Zoonoses, a vacina foi aplicada em 64 pontos da área urbana, incluindo praças, escolas, unidades de saúde e associações dos bairros, imunizando 55 mil cães e gatos. Já na zona rural, a campanha ocorrerá no dia 25 de setembro (próximo domingo), com 25 postos de vacinação. Cães e gatos vacinados pela 1ª vez devem tomar dose de reforço após 30 dias, no Centro de Controle de Zoonoses.

Para Tatiane, a vacinação é muito importante para a saúde dos animais. “- Infelizmente as pessoas ainda têm poucas informações sobre isso. A vacinação antirrábica é uma campanha nacional. Nesse tempo todo que trabalho no Apelo Canino, ainda não teve nenhum caso de raiva em cães resgatados, sinal de que a raiva está bem controlada, mas nem por isso deve-se deixar de vacinar adequadamente.”

Os cães do abrigo também são vacinados. Por serem muitos cães, há uma dificuldade de locomoção, por isso, uma equipe do CCZ comparece ao abrigo depois da campanha para vacinar os cães lá mesmo.

PROTEÇÃO
Mas não é somente esta vacina que é necessária para a imunização de cães e gatos. Há vacina contra esses tipos de doenças (V10 ou V8), os filhotes devem seguir uma vacinação inicial e depois fazer o reforço anualmente.

– A recomendação é sempre procurar o veterinário, que irá orientar sobre toda a vacinação necessária. Ao fazer essa vacinação correta, e não custa caro, você já previne doenças terríveis.

Além dessas vacinas tradicionais, há também a profilática da Leishmaniose (calazar), que é bem mais cara.

– Todos os cães do abrigo têm o cartão de vacina em dia, justamente para evitar problemas de saúde, já que trabalhamos com muitos cães e problemas diversos. As demais vacinas são por nossa conta, ou seja, pagamos por todas elas. O dinheiro para pagar essas vacinas vem de doações financeiras que recebemos de pessoas que são sensíveis à causa. Já a vacina contra Leishmaniose que a ong não tem condições de aplicar em todos os cães, devido ao preço alto, usamos outros métodos para prevenção da doença.

Fonte: O Norte



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