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‘É um ato repugnante’ diz dona de gato que foi mutilado em Glaucilândia

30/09/2015

Gato teve a pata e o rabo decepados.
Veterinário de Montes Claros diz que animal ainda não tem previsão de alta.

Gato está na clínica veterinária desde a segunda-feira (28) (Foto: Valquíria Fonseca)

Gato está na clínica veterinária desde a segunda-feira (28) (Foto: Valquíria Fonseca)

“É um ato repugnante e cruel, quem fez isto não deve ter a natureza humana”. Com estas palavras Valquíria Fonseca define a situação vivenciada por ela e pelo marido, depois que o gato deles, Fred, teve a pata e o rabo decepados. O animal vive na residência do casal, em Glaucilândia (MG).

“Eu tenho três gatos e três cachorros. Adoro animais, eles vem da rua, alimento, dou carinho e eles ficam. O Fred chegou filhotinho na nossa casa, é dócil, carinhoso, a gente chega e ele logo vem no colo”, conta a empresária.

Valquíria estava em Montes Claros (MG), onde trabalha, quando foi avisada por uma funcionária que o animal havia aparecido com os ferimentos. O caseiro dela disse que o alimentou pela última vez no sábado (26), desde então o gato sumiu e voltou na segunda (28), mutilado.

A família está oferecendo R$ 1 mil para quem ajudar a descobrir quem cometeu o crime. Um boletim de ocorrência também foi registrado e o caso foi encaminhado para a Polícia Civil em Montes Claros.

“Quero que quem fez esta crueldade seja punido e responda legalmente pelo que fez, esta situação não pode ficar impune”.

Sem previsão de alta

Eugênio Teixeira da Costa, veterinário que acompanha o caso, afirma que o gato permanece internado e que não há previsão de alta, devido à complexidade dos ferimentos.

“Ele chegou prostrado, com mau odor por causa das feridas, que estavam com pus e devem ter sangrado muito. Ele está melhorando, estamos fazendo descontaminação das lesões, ele já fica em pé e já consegue se alimentar”, fala.

O laudo feito pelo veterinário apontou que a pata e o rabo foram cortados com uma espécie de lâmina. “As secção dos músculos ocorreu de forma reta. Quando há mordida, como em uma briga com outro animal, há uma laceração, e não houve”, destaca.

Eugênio Teixeira lamenta a quantidade de casos de maus-tratos contra animais e diz que ocorrem com frequência.

“Às vezes é difícil de lidar com o ser humano, que age movido por uma ignorância sem fim e faz atrocidades contra animais. Penso que na grade curricular das escolas deveria haver orientações especificas voltadas para a cidadania, preservação ambiental e proteção animal”, ressalta o veterinário.

O que diz a Lei

O advogado Paulo Anselmo explica que quem comete crimes de maus-tratos contra animais pode ser punido com base na Lei 9.605/1998. Ele avalia que as penas aplicadas são brandas e destaca que um Projeto de Lei está sendo discutido no Congresso para aumentar as punições.

“Os animais não podem ser vítimas de atrocidades como esta. A pena atual, de três meses a um ano, é muito leve e não é restritiva de liberdade, ou seja, quando o caso é investigado e descobre-se a autoria, o que é difícil de ocorrer pelas circunstâncias, as punições são pagamento de cestas básicas ou prestação de serviço comunitário, e não a prisão. Se a legislação for mais dura, situações de maus-tratos com certeza diminuirão”, esclarece o advogado.

Fonte: G1 Grande Minas



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